8 de Março - Dia Internacional da Mulher

8 de Março – Mais do que comemorar, precisamos refletir

Chegamos a mais um 8 de Março. A data histórica marca a luta de várias mulheres operárias por condições, minimamente, dignas de trabalho e remuneração. Do século XIX até os dias atuais, temos um intervalo de tempo considerável. Contudo, mais do que comemorar, precisamos refletir sobre:

“ser mulher”, “pertencimento do corpo feminino”, “assédio”, “machismo, “violência doméstica”, “feminicídio”, entre outras tantas questões.

Que esta data possa nos conscientizar que tem alguma coisa muito errada nessa lógica. E como cidadãos brasileiros possamos refletir e reverter as estatísticas que não são dignas de comemoração:

Estatísticas sobre a condição feminina no Brasil
Fonte: Revista Carta Capital
  • “Uma série de estudos durante o ano mostrou que a violência letal contra mulheres aumentou 24% durante a década anterior e confirmou que o Brasil é um dos piorespaíses da América Latina para quem nasce menina, em especial devido aos níveis extremamente altos de violência de gênero e gravidez na adolescência, além das baixas taxas de conclusão da educação secundária”, relata o documento da Anistia Internacional sobre violações de direitos humanos no Brasil em 2016.
  • A cada hora e meia, uma mulher é assassinada por um homem, em um total de 13 feminicídios por dia. A taxa é de 4,8 para 100 mil mulheres, a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.
  • O Mapa da Violência 2015 aponta que, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares. Em 33,2% desses casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex.
  • O mapa mostra ainda que a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, de 1.864 (em 2003) para 2.875 (em 2013).
  • Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada estima que, no mínimo, 527 mil indivíduos são estuprados por ano no Brasil. A pesquisa aponta que 89% das vítimas são do sexo feminino e, em geral, têm baixa escolaridade. Do total, 70% são crianças e adolescentes. Em metade das ocorrências a envolver crianças há um histórico de agressões anteriores. Mais: 70% dos estupros são cometidos por parentes, namorados ou amigos/conhecidos da vítima.